Des encontros comigo


Adoraria que você gostasse de poesias

   Stars                           Moon

Que fosse poeta? Já seria demais.

Gostaria de Psicanálise, da  análise insondável do ser? Ou de Direito? Uma combativa representante de um MP? Ou uma Jornalista? Daquelas que escreve ,  questiona, emociona, e é a melhor em tudo que coloca o olhar, ou a caneta? Ou uma  médica? Só se fosse cardio, mas  poderia ser psiquiatra também, tem mais a cara dela...Ou seria uma Ongueira do Greenpeace, andando pelos mares e mandando notícias dos filhotes de  baleia que foram salvos ( por email, porque não dá nem tempo de ligar, são tantas atividades, pô mãe você me entende , né !)?Ou seria uma Budista convicta que adoraria as montanhas de  Lhasa no Tibet mais do que qualquer outro lugar no mundo? Iria gostar de Nietszche ou acharia tudo isso um saco ?

Minha doce filha ( que não tive), você seria o que quisesse ser, contanto que isso te fizesse feliz. Sei que seu olhar seria doce, que suas mãos seriam macias, que sua voz seria terna.Sei também que não seria uma mulher forte, mas também não seria frágil,  lutaria muito para ser o meio disso. Só na sua quietude, iria chorar. No seu quarto, quando estivesse sozinha, quando sentisse que o mundo é maior do que pode carregar. Mas quando a porta se abrisse, o nariz vermelho não seria mais do que um sintoma da rinite persistente que sempre aparecia de uma hora para outra...

Seria, sobretudo minha amiga. E eu sei que iria me fazer sentir isso. Como eu fui amiga de minha mãe.E fazia ela saber disso cotidianamente. E reafirmava com gestos os meus sentimentos, pois materializar o sentimento é a forma mais honesta de dizer que se ama alguém. E estar junto. Estar sempre junto.Mesmo longe.

Minha doce filha, que você procurasse lidar bem com os seus afetos e dos outros. Nunca fazer disso uma comédia, nem tão pouco um drama. Que tivesse respeito por isso. Nunca enganasse dizendo que estava sentindo o que sabidamente amanhã não estaria sentindo mais.A gente sempre sabe. Então que soubesse se conter e aguardasse a maturação dos sentimentos,  antes de expressá-los. Não fosse carente a esse ponto de jogar nem com os seus nem com os afetos do outro.

Minha doce filha, que eu pudesse aprender com você aquilo que me ficou faltando e que é tanto!

Mas, minha doce filha, para muitas coisas me faltou coragem, e ainda me falta, confesso .E dentre elas, esse é um dos motivos pelos quais te escrevo e não te posso dizer pessoalmente. Faltou-me coragem . Você deve compreender isso, com a profundidade que tem para mim. Muitas coisas que eu quis ser, que eu quis ter, ou não deu tempo, (em função de correr sempre atrás da vida e das oportunidades) ou me faltou coragem. Mas seja como for, eu sei que você seria muito melhor que eu. E  o fato de estar em outro plano me inspirando já me faz ser feliz.

Você teria que nome? Clara, Cristina, Glória, Helena, Marina, Mariana, Fabiana, Ana, Eduarda, (Duda, a sua cara filha!) Flávia.Não sei...Mas deixa assim, te chamo de minha doce filha, e você sabe que é você...

Um beijo, minha doce filha.







 Escrito por cris franco às 12h47
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Invento você

 

bate saudade...

fujo..

invento novas situações ...

esqueço você...

deixo você ir...

amanhã te acho de novo..

bem cedinho





 Escrito por cris franco às 23h45
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Pequenos reparos na alma

 

Hoje senti parte do teto da casa ruindo.

Sinto que a hora de ir , de deixar este lugar , esta minha casa se aproxima

Com certa dor, eu sei, vai doer, por isso acalento o tempo a meu favor, (ou em meu desfavor...não sei..)

Talvez há muito ,as paredes com rachaduras, estejam aqui, mas não as quero ver, diminuo sempre a luz.

Nunca permaneço o olhar tão fixado nos detalhes.

Sempre desvio , muito mais do que devo

Deve doer começar, recomeçar , refazer a cena toda , o teatro todo de uma vida postergada pelo medo de sentir insegurança. Melhor conviver com a falsa segurança . Um chão ruindo sob os pés , mas com a obnubilada impressão de ser firme.

Não pode ser de outra forma.

Abrem-se agora, fendas por todos os lados. Quase impossível tentar enganar os sentidos.

Um gesto tenta retroceder tudo.

Estancar o momento.

Hora dessas vai ser impossível conter o relógio do meu não ir.

Mas por agora consegui conter mais um vazamento , amanhã retoco com cola de maresia....





 Escrito por cris franco às 23h31
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Afetos errantes

Afetos disparados sem direção

Afetos sem rumo , errantes

Afetos que tentam chegar , mas perdem a força no meio do caminho 

no horizonte 

longe 

meio noite

meio dia 

meio tarde

para quase tudo

Voz , olhar, lembrança.

Palavras sopradas ao vento se desfazem .

Caem as letras 

As sílabas se dissolvem no ar e nunca chegam a você  e nem retornam a mim.    Bee 



 Escrito por cris franco às 00h32
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Noite fria

Noite fria

você some na escuridão e eu não vejo mais nada

por segundos penso nem saber quem sou

perco a referência de mim

não tenho o lugar onde te buscar

sinto um frio na alma

sinto medo de você não voltar

sinto medo de te perder 

sinto medo de não fazer mais parte do teu mundo 

sinto que te quero , você não tem noção do quanto  Bee



 Escrito por cris franco às 23h20
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O que me confunde

O  que me confunde é o teu olhar
 
Não que eu ignore teus defeitos
conheço alguns até  muito bem
mas o que me confunde é o teu beijo molhado
 
Não que as vezes  não sinta vontade de te esquecer
mas o que me confunde são as lembranças das horas doces do aconchego
 
Não que as vezes eu não tente te desfotografar da retina
mas o que me confunde é  o teu abraço forte, que prende a minha alma na  tua
 
Não que a tua indiferença não me machuque
mas o que me confunde é o tom da  tua voz quando pede
 
Não que eu não sinta a economia das tuas palavras suaves
mas o que me confunde é o teu jeito de menina na hora mansa
 
Não que a tua falta não trace em mim uma  dor perene
mas o que me confunde é o negro dos teus cabelos misturados aos  meus
 
Não que as tuas explosões de ira não me façam deixar de sentir um terremoto sob os pés
mas o que me confunde é quando serenas e me pede para estar do teu lado
 
Não que me esqueça das horas em que me deixa sem saber de ti
mas o que me confunde é o teu cheiro no travesseiro
 
Não que por vezes eu não tivesse vontade de te apagar dos meus sentidos
mas o que me confunde é o brilho do teu olhar quando te aquietas
 
Não que eu não tenha tentado 
mas é quase impossível te tirar de mim , pois estás comigo 
 
Não que eu não tenha escolha
mas não consigo deixar você ir , sem perder também uma parte de mim


 Escrito por cris franco às 23h20
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Pensamentos Viajantes

pensamento vai longe, viaja quilômetros
visão  se perde no horizonte além da janela dos olhos
as mãos querendo tocar o inacessível e imaginário
o calor que queria não está aqui e nem sei se vai estar
não sei o nome o endereço se existe além de mim
lembrança traz um som gravado da voz
sorriso vem fácil
não lembro as palavras
mas o tom sedutor  da voz
o tom sedutor do silêncio
da respiração
daquilo que os sentidos puderam atentamente captar
e guardaram secretamente
descompassa os sentimentos e  o coração embaralha lembranças confunde real com o surreal
madrugada tem dessas coisas....
 


 Escrito por Kika às 21h52
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Sofrer de amor

sofrer de amor
 
não quero sofrer
muito menos de amor
por amor não se sofre
deixa-se de viver
aborta-se a felicidade
 
e não  viver o amor
é não sentir o perfume
calor
arrepio
beijo
olhar
carinho
 
é só saudade
cinza
vazio
olhar no horizonte
mar distante
vela solitária
mar revolto
coração apertado
olhar perdido
 
pano de fundo
papel para  poesia...
 



 Escrito por Kika às 21h43
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O tempo que leva você daqui

Faz três meses que você passou  aqui

Só hoje criei coragem de tirar do armário os lençóis que te envolveram naquelas noites mágicas quando dividimos a cama , ilusões, sonhos e uma parte do coração.

Embora lavados e perfumados , guardam o teu cheiro , as lembranças e a ausência dolorida impregnada ,que nem toda água do rio consegue lavar

E é por isso que te sinto aqui, mesmo que  há muito   tenhas partido...





 Escrito por Kika às 21h12
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Sentimentos Saudade

Sinto saudade

O pensamento me assalta entre livros, psicanálise e a tua voz...                                                              

Sem pedir licença a memória  remete às tuas bem  guardadas lembranças , tesouros íntimos , gravações  que meus sentidos registraram para si...

Assim segue , cair da tarde, luz de seis e meia , nostalgia , um senão , um talvez , todos juntos num conjunto de dúvidas entre o real e o imaginário , assim você me é...

Um traço , as vezes fortemente real , noutras um talvez imaginário...



 Escrito por Kika às 19h11
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